Se a sua empresa conta com vigilantes na equipe de segurança, você precisa ler este artigo com atenção. A discussão sobre o fim da escala 6×1 — aquela em que o trabalhador cumpre seis dias de trabalho para cada dia de folga — está ganhando força no cenário nacional e, no setor de segurança, as consequências financeiras podem ser imediatas e significativas.
Empresas que hoje operam com vigilantes em escala 6×1 precisarão rever contratos, reforçar equipes e renegociar serviços. O custo pode aumentar consideravelmente da noite para o dia.
O que muda com o fim da escala 6×1?
A escala 6×1 é amplamente utilizada no setor de segurança privada por uma razão simples: ela maximiza a presença de pessoal com o menor número possível de profissionais. Um posto de segurança 24 horas, por exemplo, pode ser coberto por um quadro mais enxuto justamente por conta dessa escala.
Com a mudança para escalas com mais dias de folga como a 5×2, a 4×3 ou mesmo a 12×36 regulamentada a empresa contratante ou a prestadora de serviços precisará de mais profissionais para cobrir o mesmo número de horas. Isso se traduz diretamente em aumento de custos operacionais.
“Mais folga por lei significa mais vigilantes por posto. Mais vigilantes significa uma conta maior no fim do mês.”
A tecnologia como aliada nesse momento
Diante desse cenário, uma alternativa inteligente é combinar a vigilância humana com soluções tecnológicas: câmeras com inteligência artificial, controle de acesso automatizado, alarmes monitorados remotamente e rondas eletrônicas. Essa integração pode reduzir a necessidade de postos presenciais contínuos e equilibrar os custos operacionais, mantendo — ou até elevando — o nível de segurança.
Não se trata de substituir o vigilante, mas de usar a tecnologia de forma estratégica para que cada profissional cubra mais com mais eficiência.
O setor de segurança sempre foi intensivo em mão de obra e sensível a mudanças na legislação trabalhista. A escala 6×1 foi, por décadas, um pilar operacional desse mercado. Com sua eventual extinção, gestores, prestadoras e contratantes precisarão se reinventar e quem sair na frente terá menos prejuízo e mais vantagem competitiva.
Não espere a lei mudar para começar a planejar. A hora de agir é agora.